Sacrifício no Mormonismo

O Mormonismo ensina que sacrifício é um princípio eterno. Tem sempre existido com tanta força como um meio de obedecer aos mandamentos do Senhor e mostrar-Lhe nossa devoção. Deus ordenou ao primeiro homem e mulher na terra, Adão e Eva, que sacrificassem as primícias de seus rebanhos. Em Pérola de Grande Valor, o livro dos registros de Moisés: “E deu-lhes mandamentos de que adorassem ao Senhor seu Deus e oferecessem as primícias de seus rebanhos como oferta ao Senhor. E Adão foi obediente aos mandamentos do Senhor”. (Moisés 5:5).

Adão foi ensinado que aquele sacrifício era “a semelhança [representação] do sacrifício do Unigênito do Pai” (Moises 5:7), mostrando que originalmente os filhos do Senhor entendiam que havia uma relação entre os seus sacrifícios e o sacrifício que seria feito pelo Salvador Jesus Cristo. Um sistema de sacrifício de ofertas foi dado especificamente para Moisés como parte da lei para os Israelitas. Néfi, um profeta no Livro de Mórmon, ensinou claramente que sacrifícios eram feitos para simbolizar o sacrifício de Cristo (ver 2 Néfi 11:4). Ele disse também que, “Guardamos a lei de Moisés e esperamos firmemente em Cristo… Pois com esta finalidade a lei foi dada” (2 Néfi 25:24-25).

Esses sacrifícios das primícias dos rebanhos de cada um eram oferecidos através dos tempos antigos entre aqueles que eram servos fiéis ao Senhor. Quando Jesus Cristo veio a terra, ele cumpriu a lei de Moisés oferecendo Ele mesmo como o último e mais grandioso sacrifício por derramamento de sangue. Elder M. Russel Ballard do Quorum dos Doze Apóstolos da Igreja Mórmon disse:

“Os Mórmons acreditam que após Seu ministério mortal, Cristo elevou a lei de sacrifício a um novo nível. Descrevendo como a lei continuaria, Jesus disse aos Apóstolos Nefitas que Ele não mais aceitaria qualquer dos sacrifícios ou holocaustos, mas que eles deveriam oferecer ‘um coração quebrantado e um espírito contrito’ (3 Néfi 9:19-20). Ao invés de requerer nossos animais ou grãos, o Senhor agora requer que nos afastemos de tudo que é impuro” (“The Law of Sacrifice,” Aug. 13, 1996).

É com esse conceito de oferecer você mesmo como um indivíduo digno ao Senhor, e ‘sacrificando’ tudo que é indigno Dele, que os Mórmons ainda obedecem a lei de sacrifício. Tais sacrifícios apóiam e ajudam indivíduos a trabalharem rumo à perfeição através de ajudá-los a entenderem e aplicarem em suas vidas o Sacrifício Expiatório de Jesus Cristo para os pecados da humanidade. Elder Ballard ainda explicou que:

“Como mostramos ao Senhor que nós nos colocamos sobre o altar de sacrifício de nossos dias? Nós mostramos através de viver o primeiro grande mandamento: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todo o teu pensamento’ (Mateus 22:37). Quando superamos nossos desejos egoístas e colocamos Deus em primeiro lugar em nossas vidas e fazemos convênio de Servi-lo não importando qual é o preço que teremos que pagar, estamos assim vivendo a lei de sacrifício”.

À medida que nos esforçamos para viver a lei de sacrifício, isso nos ajuda a lembrar que Jesus não só se sacrificou, mas Deus o Pai faz grandes sacrifícios em nosso favor. Ele permite que tenhamos constantemente nossa liberdade de escolha, embora isso frequentemente traz a Ele sofrimento a medida que fazemos escolhas que prejudicam ao próximo e que traz nossa própria destruição. Quando guardamos em nossas mentes a alegria que podemos dar ao nosso generoso Pai Celestial através de fazer o que é certo e através de sermos bons uns para os outros, nós sentimos grande motivação de realmente agir como os filhos e filhas sábios que Ele quer que sejamos. Um profeta no Livro de Mórmon declarou, “Quando estais a serviço de vosso próximo estais somente a serviço de vosso Deus” (Mosias 2:17). E quando estamos a serviço de nosso Deus, descobrimos que estamos nos servindo também, cumprindo o potencial divino de crescimento que possuímos como Seus filhos. Sacrifício então se transforma em sacrifício nenhum.