Aborto no Mormonismo

Em 1973 a Primeira Presidência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias divulgou a seguinte publicação referente a aborto, o qual ainda é válido hoje em dia: “… A Igreja se opõe ao aborto e aconselha os seus membros a não se submeter ou realizar um aborto exceto em casos raros onde, depois de se aconselhar com médicos competentes, a vida ou a boa saúde da mãe está seriamente em risco ou onde a gravidez foi causada devido a estupro e produz sérios problemas emocionais na mãe. Mesmo nesses casos, o aborto deve ser feito apenas depois de se aconselhar com a autoridade presidente local e depois de receber confirmação divina através de oração. O aborto deve ser considerado uma das práticas mais pecaminosas e revoltantes dos dias de hoje, quando estamos testemunhando a assombrosa evidência da permissividade guiando para a imoralidade sexual. Os membros da Igreja [Mórmon] culpados por ter parte no pecado de aborto precisam ser sujeitados a uma ação disciplinar do conselho da Igreja, com as devidas providências. Para lidar com esse problema tão grave, seria bom ter em mente as palavras do Senhor declaradas na seção 59 de Doutrina e Convênios, versículo 6: ‘[...] Não furtarás nem cometerás adultério nem matarás nem farás coisa alguma semelhante’…” (assinado pela Primeira Presidência da Igreja Mórmon, Harold B. Lee, N. Eldon Tanner e Marion G. Romney).

Cada profeta Mórmon desde Presidente Harold B. Lee se opôs ao aborto. Novamente em 1975 pelo Presidente Spencer W. Kimball, em 1983 no Manual Geral de Instruções para Líderes da Igreja, na revista oficial da Igreja Mórmon, Ensign, de dezembro de 1984 onde eles se pronunciaram sobre esse assunto com uma vasta extensão, e certamente o profeta atual, Presidente Gordon B. Hinckley. O Presidente Hinckley teve um debate sobre o assunto com Larry King em seu programa de TV, chamado Larry King Show, em 1998.

Larry King fez a pergunta: Qual a sua posição referente ao aborto? Presidente Hinckley respondeu dizendo: “De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças houve mais de 1.200.000 abortos realizados em 1955 apenas nos Estados Unidos. O que está acontecendo com o nosso respeito pela vida humana? Como pode homens e mulheres negar o grande e preciso dom da vida, o qual é divino em sua origem e natureza? (…) o aborto é uma coisa feia, uma coisa humilhante, uma coisa que inevitavelmente trás remorso, dor e arrependimento.

Apesar de repudiar o aborto, permitimos que aconteça em circunstâncias onde a gravidez é o resultado de um incesto ou estupro, quando a vida ou a saúde da mãe, de acordo com o julgamento de médicos competentes, está em perigo, ou quando se sabe que o feto tem defeitos graves, de acordo com autoridades médicas competentes, que não permitirá que o bebê viva muito após o seu nascimento.

Mas tais casos são raros, e há probabilidades pequenas que eles aconteçam. Nessas circunstâncias, é pedido àqueles que estão enfrentando tais desafios que se consultem com os seus líderes eclesiásticos locais e a orar com grande ânsia, e receber uma confirmação através de oração antes de proceder com tal ação…”

Os Mórmons acreditam que nós não criamos a vida, mas somente Deus o faz. As mães e pais participam disso trazendo filhos ao mundo, e que os filhos são dons de Deus. A vida humana é sagrada e deve ser tratada com muita reverência.

Em Mateus 24:12 Cristo diz: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará”. O Aborto é um sinônimo do esfriamento do amor. É a evidência de um afastamento cada vez maior das pessoas de qualquer influência de Deus em suas vidas. O aborto prospera em um mundo de permissividade e imoralidade e egoísmo. Os Mórmons acreditam que a influência do bem pode tocar as vidas de muitos. Na décima terceira Regra de Fé podemos ler: “Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos”. Tais escolhas podem se tornar contagiosas, dando esperança a outros.

 

Leave a Reply